segunda-feira, 28 de julho de 2008

Noite no Escuro

Tento expressar em vão aquilo que percorre o meu ser
Uma forma de angústia que ainda não tinha provado
Sentimentos que teimosamente julgo serem só meus.

Já perdi a conta às horas que passei aqui fechado
Neste fim do mundo que reconheço ser a minha vida.
Sonho em poder partilhar este reino de sensações absurdas
Quero que tu e eu nos tornemos um só.

Qual não é o meu desânimo perante a realidade, perversa
Nada do que sinto poderá alguma vez pertencer a outra pessoa
A minha dor, por muito semelhante que seja, nunca será igual à tua
Os delírios da minha mente perder-se-ão no meu caixão.

domingo, 13 de julho de 2008

Olá Mundo

O Mundo não se importa com aquilo que faço
Nunca me irá dar atenção, nunca me levará a sério
Mas isso também nunca foi motivo para deixar de fazer algo.

O Mundo é o meu pior inimigo mas também a minha salvação
Quero ver-me livre dele, mas ao mesmo tempo anseio que repare em mim
Evito-o e nego-o com todas as minhas forças
Mas a curiosidade é mais forte do que eu.

Aos poucos vou tentando entrar no Mundo
Fazer parte de um universo que não é o meu
Ter aquilo a que se chama uma vida social
Aventuro-me e descubro que afinal não é tão mau assim.

A partir do momento que decido que quero ser feliz
Sei que só no Mundo isso poderá acontecer
Se me isolar numa tentativa de não magoar e ser magoado
Apenas me restará um sentimento de abandono
Uma falta de vontade de fazer o quer que seja...

Não sei se é o Mundo que me está a dar uma oportunidade a mim
Ou se sou eu a ele...
Sei apenas que comecei a sorrir mais abertamente
Comecei a aprender a dar-me e a receber

Vou dando, vou recebendo...
Sinto uma moderada excitação em relação ao amanhã.
Olá Mundo.