Apetece-me sofrer
Ou não me apetece, mas não o consigo evitar
Tudo o que os outros vivem e eu não vivo me consome
Todas as histórias em que eu não entro me entristecem
Passarei incógnito, e no esquecimento serei sepultado.
O frio sobe-me pelos membros, arrepio-me perante o nada
Cada coisa que deixei inacabada espreita atrás da porta da minha vergonha
Cada emoção que não tive despoja-me de um pedaço de sanidade
Nada é quente, nada é doce
Sou só eu e a minha mente
Eu aprisionado nela, ela devorando sem se dar conta
Somos um só.
Cedo. A luta terminou
Deixei que tudo recomeçasse
Continuo sem me poder mexer
Estático, vou sentindo o sono quente invadir-me os olhos
Lutar é tão difícil. Pudesse a vida ser vivida a dormir...
domingo, 29 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Credo
Não acredito que o sangue nos possa unir
Não acredito em fingir interesse para parecer bem
Nega-me como eu te nego a ti e seremos livres deste encargo desnecessário
Não acredito em nenhum Deus que me possa salvar da não-vivência
Eu próprio sou o Deus que tem de admitir o insucesso da sua criação
E aceitá-la, e quem sabe amá-la
Não acredito naquilo que se esconde de mim, sabendo-me sincero
A minha honestidade balanceia-me para a frente, empurra para novas conquistas
Se te procuro é porque te quero, se te quero... deixa-me querer
Não acredito que consegui seguir em frente
Ou melhor, acredito. Porque me sinto de olhos e coração abertos
Encontrei quem sou pelo caminho
Não acredito porque aprendi a acreditar .
Não acredito em fingir interesse para parecer bem
Nega-me como eu te nego a ti e seremos livres deste encargo desnecessário
Não acredito em nenhum Deus que me possa salvar da não-vivência
Eu próprio sou o Deus que tem de admitir o insucesso da sua criação
E aceitá-la, e quem sabe amá-la
Não acredito naquilo que se esconde de mim, sabendo-me sincero
A minha honestidade balanceia-me para a frente, empurra para novas conquistas
Se te procuro é porque te quero, se te quero... deixa-me querer
Não acredito que consegui seguir em frente
Ou melhor, acredito. Porque me sinto de olhos e coração abertos
Encontrei quem sou pelo caminho
Não acredito porque aprendi a acreditar .
domingo, 15 de novembro de 2009
Herança
Não consigo dizer, tento gritar
Não tenho voz, estou a sofucar
Palavras pensadas, da cor das trevas
Desejo de justiça, aonde me levas?
O sangue que vaza e que é do meu
Sangra a recordação do que nunca se deu
Vidas seladas pela auto-destruição
A derrota do homem perante a tentação.
É uma herança demasiado pesada
Sempre a culpa nos genes carregada
Não posso aceitar a dávida que me deste
Sabendo tão bem o mal que fizeste.
"I can't forgive you
And I can't forget"
Não tenho voz, estou a sofucar
Palavras pensadas, da cor das trevas
Desejo de justiça, aonde me levas?
O sangue que vaza e que é do meu
Sangra a recordação do que nunca se deu
Vidas seladas pela auto-destruição
A derrota do homem perante a tentação.
É uma herança demasiado pesada
Sempre a culpa nos genes carregada
Não posso aceitar a dávida que me deste
Sabendo tão bem o mal que fizeste.
"I can't forgive you
And I can't forget"
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