Apetece-me sofrer
Ou não me apetece, mas não o consigo evitar
Tudo o que os outros vivem e eu não vivo me consome
Todas as histórias em que eu não entro me entristecem
Passarei incógnito, e no esquecimento serei sepultado.
O frio sobe-me pelos membros, arrepio-me perante o nada
Cada coisa que deixei inacabada espreita atrás da porta da minha vergonha
Cada emoção que não tive despoja-me de um pedaço de sanidade
Nada é quente, nada é doce
Sou só eu e a minha mente
Eu aprisionado nela, ela devorando sem se dar conta
Somos um só.
Cedo. A luta terminou
Deixei que tudo recomeçasse
Continuo sem me poder mexer
Estático, vou sentindo o sono quente invadir-me os olhos
Lutar é tão difícil. Pudesse a vida ser vivida a dormir...
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