segunda-feira, 28 de julho de 2008

Noite no Escuro

Tento expressar em vão aquilo que percorre o meu ser
Uma forma de angústia que ainda não tinha provado
Sentimentos que teimosamente julgo serem só meus.

Já perdi a conta às horas que passei aqui fechado
Neste fim do mundo que reconheço ser a minha vida.
Sonho em poder partilhar este reino de sensações absurdas
Quero que tu e eu nos tornemos um só.

Qual não é o meu desânimo perante a realidade, perversa
Nada do que sinto poderá alguma vez pertencer a outra pessoa
A minha dor, por muito semelhante que seja, nunca será igual à tua
Os delírios da minha mente perder-se-ão no meu caixão.

Um comentário:

Anônimo disse...

Perder-me de mim para me encontrar nos delírio da minha mente.
Quantas nao foram as vezes,
As tentativas,
As decisoes,
Que, neste meu quarto escuro,
Qual minha mente fechada de medo e angustia,
eu tomei.
Sonhei o medo, a dor e a raiva da falta de partilha,
da sensação de incompreensão,
daquele lado que ninguém da pura realidade entende.
Aí, resta-me a nega de sol que eu sei que existe...
Aquela que tu também conheces.

*