quarta-feira, 10 de junho de 2009

Queremos paz

Em cada dia criar, sentindo em mim o poder de quem dá vida
Logo em seguida desesperar, porque não era esta a obra pretendida
(E toda a glória vive já no passado)

Sonhando com algo mais, não reparo no que estou a viver
A vida joga-se agora, depressa cairá o anoitecer
(E que mais haverá para ver então?)

Vou com o intuito de conhecer cada coisa, amá-la se puder
Lanço os dados, faço as escolhas, junte-se a mim quem quiser!
(E sei que todos estão sedentos deste querer)

Posso amar eternamente aquilo que crio e que é meu, sabendo que a satisfação será sempre passageira. Ou posso partir em busca de um amor que não pertence a ninguém, mas que está lá porque existe uma afinidade para além da necessidade de ultrapassar a separação.

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