domingo, 13 de setembro de 2009

A Arte de Amar

Do alto da minha não-sabedoria ouso dizer que o teu amor é medíocre, um produto da solidão e do desejo carnal que te habitam, que te perseguem. És impelido a apaixonar-te, apagas o resto do mundo da tua mente, juntamente com os teus anseios, e vais adornando com as mais belas palavras esse isolamento que tu e a outra pessoa criaram. Não me perguntes como amar, porque me parece ainda um conceito difícil de concretizar, fora do meu alcance de recém-nascido, mas penso que o primeiro passo a dar é apercebermo-nos da fragilidade dos laços que criamos, e a partir daí adoptar uma nova postura relativamente às relações humanas, baseada na honestidade. Contudo, o caminho mostra-se muitas vezes incerto, não se sabe onde se quer chegar, nem ao lado de quem... Acabamos por nos perder, repetindo os erros do passado, e eis que quando atingimos o auge do nosso desespero a inércia da morte chama por nós.

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