Estar na moda não faz o meu género. Ser capaz de copiar e seguir tendências não é uma habilidade que me impressione. Não ligo demasiado à maquilhagem, ao penteado, à roupa, aos acessórios, tudo isso é muito acessório. Simplesmente gosto da beleza natural de quem é belo.
Por que foi que apetrechámos os nossos corpos para esta noite?
A verdade é que estás deslumbrante. Cada pedaço de ti respira beleza, quando passas não há como ficar indiferente. As fantasias mais loucas a turbilharem na cabeça, o sangue a fazer os vasos palpitarem, o cheiro a invadir o cérebro. Estás insanamente apetecível, não há uma parte de mim que não te deseje.
Mas tudo isto é falso e há uma única coisa em ti que me cativa verdadeiramente. Tudo o que aparentas se desintegra e fica a pairar no ar como uma neblina dourada quando te olho nos olhos. Olhamo-nos sem esconder nada. As vidas que vivemos, os gostos que temos, os objectivos que perseguimos... Tudo é absorvido num olhar entre dois estranhos, deixam-se escapar os medos por baixo da retina, as fraquezas reflectidas na pupila. Somos criaturas frágeis que se adaptaram à vida em comunidade, construindo uma imagem forte e apetecível. Suprimimos aquilo que não queremos ser, escondemos bem longe os medos mais básicos e irracionais, para que não nos venham a rejeitar.
Tudo passa através do olhar. Esquece quem és, quem foste, quem gostarias de ser. Diz-me o quê que desejas, o quê que temes, quem é que não suportas.
Somos desconhecidos cujos ombros se roçaram quando passávamos na rua, mas sei que no final de contas serás mais uma pessoa em quem ficarei gravado .
Por que foi que apetrechámos os nossos corpos para esta noite?
A verdade é que estás deslumbrante. Cada pedaço de ti respira beleza, quando passas não há como ficar indiferente. As fantasias mais loucas a turbilharem na cabeça, o sangue a fazer os vasos palpitarem, o cheiro a invadir o cérebro. Estás insanamente apetecível, não há uma parte de mim que não te deseje.
Mas tudo isto é falso e há uma única coisa em ti que me cativa verdadeiramente. Tudo o que aparentas se desintegra e fica a pairar no ar como uma neblina dourada quando te olho nos olhos. Olhamo-nos sem esconder nada. As vidas que vivemos, os gostos que temos, os objectivos que perseguimos... Tudo é absorvido num olhar entre dois estranhos, deixam-se escapar os medos por baixo da retina, as fraquezas reflectidas na pupila. Somos criaturas frágeis que se adaptaram à vida em comunidade, construindo uma imagem forte e apetecível. Suprimimos aquilo que não queremos ser, escondemos bem longe os medos mais básicos e irracionais, para que não nos venham a rejeitar.
Tudo passa através do olhar. Esquece quem és, quem foste, quem gostarias de ser. Diz-me o quê que desejas, o quê que temes, quem é que não suportas.
Somos desconhecidos cujos ombros se roçaram quando passávamos na rua, mas sei que no final de contas serás mais uma pessoa em quem ficarei gravado .
Um comentário:
uhuh ^^
um post mais positivo, tirando a parte em que as pessoas tomam caminhos completamente distintos e que nunca mais irão voltar-se a ver..
Postar um comentário