Com o passar dos anos vamos aprofundando o conhecimento de nós próprios. Vou descobrindo esta coisa que existe em mim, e que sou eu mesmo, mas que não me obedece. De cada vez que quero agir, reagir aos insultos do mundo exterior, ela decide ficar sossegada, esperar que tudo passe sem grande alarido nem prejuízo para mim. Eventualmente "tudo" passa, mas fica um sentimento de repulsa.
Não me foi dado a escolher se queria ser covarde ou não; nunca me perguntaram se gostaria de ter uma consciência que me esmaga. Sou, portanto, algo que não foi por mim desejado em momento algum. Ainda assim não sei se conseguirei ser verdadeiramente feliz enquanto não aceitar aquilo que sou.
Não me foi dado a escolher se queria ser covarde ou não; nunca me perguntaram se gostaria de ter uma consciência que me esmaga. Sou, portanto, algo que não foi por mim desejado em momento algum. Ainda assim não sei se conseguirei ser verdadeiramente feliz enquanto não aceitar aquilo que sou.
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