Cada qual tem a sua maneira de escapar ao sofrimento
E a minha tem o hábito de se virar contra mim.
Escondido no conforto do isolamento não há receios que me inibam
Longe de opiniões e gostos que não os meus, não tenho que me sujeitar
A minha vontade tem um começo mas não tem um fim
O mundo que construo à minha imagem é perfeito, intocável
Tudo faz sentido, porque tudo é eu.
É este o meu universo ideal, é somente aqui que consigo viver
Lá fora a vida agita-se em sobressaltos e trambolhões
E eu não tenho que me preocupar com nada disso.
Porquê então o vazio? Porquê as lágrimas, a angústia?
Porque razão sinto que passei ao lado de tudo?
A ilusão em que vivi era demasiado perfeita, resta agora conformar-me.
Mas o que fazer quando se desespera por deixar alguém entrar
E esse alguém não pode habitar o mundo fictício da nossa vida?
Aqueles que são felizes estão presos à realidade porque esta se lhes apresenta bela
Não há como os convencer a fecharem os olhos e rastejarem na escuridão.
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