domingo, 14 de março de 2010

Fluindo como o rio

Quem sabe da vida o que quer
Mais do que a querer perpetuar?
Quem descorre que sentimentos são estes
        E como com eles lidar?

Sei quem quero, mas não sei como quero
Sei quem espero, mas não sei por que espero
O que esperar quando não se espera nada?
        Amando por amar, a realidade é tão clara!

Segurei mãos com a vida, renovada
E a partilha veio como dádiva encarnada
Quem me chama sorri e sente
        A constância de amor presente.

Ontem e hoje, ofereci o que em mim existe
Hoje e amanhã, não quero ver ninguém triste!
Quero ser o canal onde flui a alegria
        A ânsia de sonhar em cada novo dia.

E o sonho que é a realidade
Deixou-me sem vontade de indagar
Pergunto ainda ao coração que pensa ele
        Mas ele só sabe palpitar.

Quem sabe o que quer da vida?
E se souber, sabe-lo-á em cada instante?
Ou te-lo-á perdido dentro de si?

        O rio segue para jusante.

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